sexta-feira, 5 de junho de 2009

Teatro continuação maio

6/maio (quarta-feira) - No dia anterior iniciou na cidade o 14° FECATE (Festival Catarinense de Teatro), onde ocorrem nessa semana oficinas, peças teatrais, etc. E aconteceu uma falha de comunicação e em vez de fazer a oficina "Corpo e Voz em Ação" com Angela Finardi e Sabrina Lermen, fiz a oficina "Criação e Composição Cênica" com Daiane Dordete e Daniele Pamplona da Faunos Cia. Teatral - Joinville. Mas foi bem legal. Aprendi sobre composição cênica, que foi bem interessante e enriquecedor. Tivemos exercícios de alongamento com respiração (yoga), criação de movimento de agressão, repetição do movimento de agressão (lento, normal, rápido). Caminhando pelo espaço, ao sinal e indicação da ministrante para e realizar o movimento (lento, normal, rápido), depois foi só acrescentando coisas como demonstração de raiva, tristeza, coragem, histeria, medo e uma fala (um trecho de uma cantina de roda). Após a experimentação, foi realizado uma demonstração, um por um foi apresentando seu experimento com a indicação da ministrante do movimento e emoção. Outros exercícios, sendo um deles para desenvolver a percepção do grupo e outro a percepção da arquitetura cênica (topografia).
Esta oficina é interessante para o teatro de rua e também pra minha formação de atriz, porque mexe muito com o corpo. A voz no corpo. O corpo fala, comunica aos outros as emoções, ou seja, não há a necessidade de utilizar a face (se ela estiver mascarada). O corpo também fala.
E depois fui correndo pra faculdade e após o intervalo fui correndo para a AJOTE pra ver a peça teatral "Noite" do Grupo Porto Cênico de Itajaí/SC, com os atores Roberto Morauer e Valéria de Oliveira, a qual já havia comprado o ingresso antes no Biergarten Bar e Choperia por R$ 5,00 a meia-entrada para estudante. É tão bom ser estudante! Poderia ser eternamente estudante. Bom, eu serei, mesmo que for apenas da vida.
Mas falando da peça... Ela foi interessante! Mas o que eu gostei mesmo foi do cenário, cheia de roupas e acessórios pretos pelo chão. A peça é sobre lembranças. Isso me lembra a falta de lembranças que insisto em não guardar na memória.
“Que lembranças perduram e atravessam o tempo? As coisas ditas (a palavra, seta disparada) ou as não ditas (mágoa calada, pedra guardada)? Um casal, uma relação (o que é absolutamente comum), vivendo no presente um passado que insistente bate ã porta, bate aos ouvidos, bate a cabeça. O véu da noite, que turva os olhos e que PR vezes dilata os sentidos, também pode dificultar a percepção do nosso mundo, de nossas intimidades, de nós mesmos e, assim, cobrir a cena de uma penumbra angustiante. Da pausa inicial à final, uma vida a dois que entre silêncios ainda pulsa.” (trecho retirado do folder da peça NOITE).
7/maio (quinta-feira) - Fui ver a peça teatral "As três irmãs" do grupo Traço Cia. de Teatro de Florianópolis/SC, com as atrizes Débora de Matos, Greice Miotello e Paula Bittencourt, as 22h na AJOTE, R$ 5,00 o ingresso (meia-entrada). Ainda bem que já tinha comprado meu ingresso antes, porque havia MUITA gente lá. Todos alucinados para ver esta peça. O galpão lotou. Teve gente que sentou no chão (às vezes, é até melhor! Eu já sentei no chão pra ver peças de teatro e não foi nenhum incomodo). Mas foi MA-RA-VI-LHO-SAAAA! A melhor peça que já vi até agora. Nenhuma se compara a ela. O que a torna tão boa é o quanto nos identificamos com as personagens, que estão na merda, mas, mesmo assim, ainda tem esperança de sair dela. E é tão poético que se torna leve, engraça, divertida, emocionante, cativante e nos faz chorar, tudo isso de um jeito gostoso e saboroso. O público consegue saborear cada emoção que sente. É uma delícia! Apesar de fazer-me recordar de coisas tristes e deprimentes como o quanto sou solitária, a perda de minha irmãzinha amada e de todas as tristezas vividas por minha pessoa e que apesar delas terem existido - e ainda existem de fato em minhas lembranças - continuo vivendo, ou seja, a vida continua com seu curso.
8/maio (sexta-feira) - Fui assistir a peça teatral "Hagënbeck Ltda." do grupo Cia. Experimentus Teatrais de Itajaí/SC, 22h na AJOTE, sendo que pago meia-entrada (R$ 5,00). Penso que essa peça foi prejudicada por se passar depois de "As três irmãs", porque é uma peça mais séria e pra entender precisa saber, ter um conhecimento mais aprofundado em biologia no assunto evolução das espécies e sobre primatas. Apesar de que não entendo muito disso e consegui tirar minhas próprias conclusões e achei interessante. Eu gostei, mesmo não entendendo os termos técnicos que o personagem dizia. Consegui captar algumas coisas. A fotografia ajudou um bocado para minha compreensão e a expressão corporal do ator era fantástica, ele parecia muito com um primata. Mas, além disso, o que mais me impressionou foi que fiquei a peça inteira pensando em onde a humanidade chegou. Tivemos nossa oportunidade de evoluir, crescer e ajudar a natureza (de onde viemos e nos esquecemos) e não soubemos aproveitar. O que fizemos foi apenas poluir, matar, destruir, guerrear, roubar, saquear... E assim vai. O inimigo do ser humano, é ele mesmo.
9/maio (sábado) - Por causa do FECATE, fizemos uma reunião diferente. Combinamos do grupo se encontrar às 17h no Nosso Empório pra fazermos uma confraternização entre seus membros. Depois fomos para o teatro Juarez Machado para ver o espetáculo "O incrível ladrão de calcinhas" do grupo de teatro Trip Teatro de Animação, sendo a concepção, direção e animação de Willian Siewert. Muito engraçadinho! Muito fofo e nos lembra de que nem sempre o que parece é e que quem vê cara não vê coração. Depois peguei uma carona (com o Hélio) e fomos para o galpão da AJOTE para ver "Volúpia" do grupo Cia. Carona de Teatro da cidade de Blumenau/SC. Essa peça desestabilizou-me, parecia que o chão, abaixo de meus pés, haviam sumido junto com a platéia. Quase perdi o controle sobre meu corpo. Quase entrei em cena para ajudar a garota e a dar uns socos e pontapés nos caras. Mas eu sabia que era uma peça teatral, ficção, não era real. Então, me segurei na cadeira e finquei meus pés no chão para não fazer uma loucura, principalmente que tinha muita gente conhecida assistindo.
16/maio (sábado) - Começamos a ler o texto da peça, a qual montaremos. Não terminamos, porque as leituras estavam sendo normais e não com a dramatização, a qual cada personagem exigia. Lá pelas 16h paramos de ler o texto, sendo que estava no começo ainda, de tanto troca-troca que houve pra ver quem fica melhor em cada personagem. Cada um escreveu, num pedaço de papel, que personagem queria ser, escolhendo três por grau de desejo. Às 16h, alguns tiveram que sair pra fazer uma oficina de combate cênico, muito interessante, é uma pena eu ter perdido. Para os que ficaram, fizemos um exercício, em grupo, de improvisação, onde tínhamos que encenar uma brincadeira-briga-reconciliação-brincadeira como se fôssemos crianças novamente. Este exercício me fez avivar sentimentos guardados que preferiria deixá-los assim, enterrados e esquecidos onde estavam. Estou escrevendo minha autobiografia justamente para ver todas as situações de fora, sem colocar minhas emoções em pauta, analisando tudo como mera espectadora para não sofrer e também para aprender com o passado. Daí, este exercício apareceu e estragou tudo, acabou comigo. Lembrou-me da dualidade que fora a minha infância. Parte triste e parte feliz. E que mesmo as lembranças felizes me deixam triste, porque é como se estivesse muito longe e que está além do meu alcance obter esta felicidade novamente. E as lembranças tristes já são tristes por si só.
19/maio (terça-feira) - Mexeu tanto comigo o exercício de voltar a ser criança que até agora estou um pouco sensibilizada, mas já estou me recuperando, aos poucos. Debater sobre meus sentimentos comigo mesma, é uma válvula de escape para não perder a cabeça e nem o controle de minha vida.
Agora fico pensando, quais as lembranças que me desestabilizam tanto?
A primeira a de que talvez tenha perdido a oportunidade de ter ficado com alguém realmente decente com medo de que o "cara certo" chegasse (aparecesse), sendo que não existe o cara certo, mas sim pessoas decentes. Ou o medo de expor meus sentimentos aos outros, graças a um episódio em minha infância, ser traída pelas próprias amigas que juraram não contar sobre quem era o guri que eu gostava na época. Ou ao medo de me colocar em situação de ridículo, porque as pessoas já fizeram muitos comentários maldosos, deboches, colocaram apelidos que eu não gostava ou cochichavam e riam olhando para mim. E fez com que eu me tornasse a pessoa que sou hoje. Uma figura triste e solitária. Tal qual um Dom Quixote.
23/maio (sábado) - Definição das personagens. Leitura do texto.
29 para 30/maio (sexta-feira para sábado) - Fui assistir a estréia maldita, às 00h13, da peça teatral "A Cela das Almas" do grupo Em Cena Teatro de Joinville/SC com os atores Cristiano Nagel e Jonas Raitz, direção de Morgana Raitz e ass. de direção de Hélio Costa.
30/maio (sábado) - Começamos a elaborar a sonoplastia e a pensar a entrada, o início da peça. Leitura do texto.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Teatro abril e maio

11/abril (sábado) - Fui assistir a peça teatral "Mi Muñequita" às 20h no Galpão de Teatro da AJOTE, sendo que a entrada era franca. Essa peça foi muito interessante e bem produzida. Minha mãe, que me acompanhou, não imaginava que seria uma grande produção como foi. E pra ser sinsera eu também não esperava. Bom, mas eu sempre vou ver um filme, ler um livro, assistir uma peça teatral ou ouvir uma música sem esperar coisa alguma, mesmo que outras pessoas dêem sua opinião, pois quero formar minha própria opinião sobre o assunto, tirar minhas conclusões por conta própria.
Gostei de "Mi Muñequita", é uma peça que trata de vários assuntos diferentes. Amores perdidos, não correspondidos, abandonados, falsos, vingativos. Pais que não educam e não sabem educar os filhos. Mas um outro tema chamou-me a atenção, foi o poder que as escolhas que fazemos tem sobre o rumo de nossas vidas e a das pessoas a nossa volta. Escolhas erradas podem nos levar a caminhos da infelidade e isso prejudica, não só a nós, mas também quem está ao nosso redor. É por isso, a importância de pensarmos muito bem sobre nosso futuro, porque tudo está interligado, muitas vidas estão interligadas a nossa. Então, pare e pense: "o que vou fazer".
Peça teatral "Mi Muñequita" de Gabriel Calderón, direção Renato Turnes, produção Renato Cristofoletti, com Alvaro Guarnieri, Malcon Bauer, Milena Moraes, Monica Siedler, Paulo Vasilescu e Sabrina Gizela.

18/abril (sábado) - Fizemos exercícios da oficina "Experimentando a Máscara no Teatro de Rua", pois motaremos uma peça teatral de rua. E como a maioria não pode ir fazer a oficina ou não souberam de sua existencia, fizemos alguns exercícios para preparar todo mundo, para todos andarmos juntos. Mas também fizemos uma dinâmica, a qual não conhecia. É um de pular corda, bem interessante. Foi interessante para concentração e união do grupo, porque se um errava desconcentrava o restante do grupo, então todos tinham que estar concentrados e sincronizados também.

19/abril (domingo) - Fui assistir a peça teatral "A Caixa", espetáculo da Cia. Mútua de Balneário Camburiú com Mônica Longo e Guilherme Peixoto, às 16h no Galpão de Teatro da AJOTE, sendo que paguei meia-entrada, R$ 5,00. Essa peça é muito fofa! Eles se basearam no livro "O Palhaço" (que procurei o autor, mas não encontrei e também não sei, só sei que o título original é The Clown), que já havia li quando era criança e estudava no Bom Jesus. O teatro é todo de bonecos, onde os manipuladores interagem e interferem na história. "A história contada sem palavras, em takes quase cinematográficos traz a empanada um enredo simples e muito próximo da realidade de qualquer criança na platéia: Com a chegada de um novo presente à menina despreza seus antigos brinquedos que acabam sendo jogados no lixo. Como uns 'deuses', os manipuladores resolvem dar vida a um deles – o palhacinho - que vai pelo mundo buscando seus companheiros"*.
Depois do debate que teve após a apresentação, fui direto com minha irmã para o Teatro Juarez Machado para ver o espetáculo "Doce de Leite", às 19h, com Reynaldo Gianecchini e Camila Morgado no elenco e direção de Marília Pêra. Paguei R$ 30,00 (meia-entrada), mas foram os trinta reais mais bem empregados do mundo.

*Crítica teatro infantil do I FESTIVAL BRASILEIRO DE TEATRO DE ITAJAÍ da Lucia Cerrone.

25/abril (sábado) - Para esquentar fizemos uma brincadeira de pega-pega diferente, chamada gato e rato. Como estavamos em dupla, continuamos assim para fazer um exercício de passar uma bola de energia pelo corpo e depois para o companheiro. Também fizemos exercício de triangulação (público/companheiro de cena), sabendo que personagem somos e o que estamos contando na língua gramelô. E após esse jogo de triangulação, nos separamos em grupos de 4 ou 5 pessoas para recontar a história O Padeiro e o Pastelão (ou a Torta), não esquecendo da triangulação e da expressão corporal (não só com a expressão facial, porque o corpo também fala). Claro que minha equipe esqueceu da triangulação. Cara! É difícil de lembrar e não é tão fácil quanto aparenta ser, mas com um pouco mais de treino... Vou conseguir!

2/maio (sábado) - Leitura do texto da peça teatral "O quadro das maravilhas" de Miguel de Cervantes. E discussão sobre o mesmo. Assistimos o filme "As Crianças do Paraíso" (título original "Les Enfants du Paradis"), argumento de Jacques Prévert. Discussão sobre o filme. Recadinhos, acertos de contas, etc, etc, etc.

sábado, 4 de abril de 2009

Teatro em março 2009

Faz tempo que não escrevo. Mas as atividades culturais começaram faz um tempinho. Vou escrevendo em forma de agenda para melhor descrever tudo que andou acontecendo em março até agora.

09/março - Minha amiga e eu fomos ver "Migrantes" da Dionisos Teatro, as 20h, no Galpão de Teatro da AJOTE. Já havia visto essa peça, mas como minha amiga ainda não havia assistido. Então fui acompanhá-la e aproveitei para comprar o livro "DA CENA AO TEXTO - Dramaturgia de Babaiaga, Entardecer e Migrantes" autografado pelos integrantes do grupo.
Sobre a peça "Migrantes": é interessante essa peça, porque eu como joinvillense não gosto que more na cidade mais pessoas de fora (migrantes) do que joinvillenses mesmo, nascidos aqui. Porque mal se encontra pessoas joinvillenses de sangue aqui. E esta peça mostra a visão de quem vem de fora. E ainda os atores param a peça e fazem uma pequena entrevista de pessoas do público que são de fora e eles contam como foi chegar aqui, como foram recebidos. Achei bem interessante. Fora que quebrei o preconceito que tinha com quem é de fora, porque a culpa não é dele de vir pra cá. Eles vieram com esperança de mudar de vida, de crescer profissionalmente, mas chegando aqui (alguns, talvez a maioria) encontraram muitos obstáculos e pessoas fechadas e sérias. Por isso, que é importante ver peças teatrais e ler muitos livros, para abrir a mente e quebrar tabus e preconceitos que nós mesmos criamos e que nos impede de vivermos como sonhamos viver.

20/março - É incrível! A vida é maravilhosamente MÁGICA! E eu adoro isso! AMO VIVER! O fato que ocorreu é que havia um grupo chamado Os PoETs que estariam no auditório da Univille fazendo uma apresentação e que me fora recomendado pelo Hélio Muniz, do grupo Dionisos Teatro. Queria muito ir ver, mas era justamente no horário da minha aula de sociologia. E além de AMAR teatro, música, poesia e qualquer manifestação artística, AMO sociologia e filosofia e toda e qualquer manifestação, a qual nos faz pensar e refletir. Então fiquei dividida e fui pra aula. Lá, uma surpresa! A professora sugeriu da turma ir assistir Os PoETs. Que foi MARA-vilhoso! Sem tirar, nem por!

Artigo do jornal A Notícia:
Quem canta, a poesia chama
OS PoETs, QUE SE APRESENTAM HOJE NO PROJETO VIAPOESIA, ALIAM VERSATILIDADE MUSICAL AOS VERSOS

A literatura não está unicamente nas páginas dos livros, é uma arte em movimento, por meio da palavra, do som e da expressão. Para provar que literatura e poesia caminham juntas, o Serviço Social do Comércio de Santa Catarina (Sesc/SC), promove a segunda edição do projeto Viapoesia, que leva espetáculos para 15 cidades do Estado. Hoje, é a vez de Joinville receber o grupo gaúcho Os PoETs, no auditório da Univille.
O intuito do projeto é despertar o interesse da população pela literatura. “Hoje em dia, a literatura anda esquecida, parece que já não desperta tanto interesse”, comenta Cássio Corrêa, técnico de Cultura do Sesc de Joinville. Para ele, a poesia contemporânea está nas ruas. “A cultura está presente, mas em luta constante para ganhar seu espaço”.
Na edição deste ano do projeto, a proposta é levar poesia pelo viés musical, com o grupo formado por Alexandre Brito, Ricardo Silvestrin e Ronald Augusto, acompanhados por Carlo Pianta no baixo e Gustavo Telles na bateria. “O grupo apresenta composições próprias, desconstruindo a ideia de que o objeto livro é o único espaço para poesia”, relata o técnico. A banda faz uma mistura de ritmos entre o pop, rock, sambinhas, música eletrônica e grooves, no show intitulado “Música Legal com Letra Bacana”. O espetáculo já passou por 14 cidades catarinenses e encerra, hoje, a turnê em Joinville. “Por meio do projeto e do show, queremos contribuir para a valorização e divulgação da poesia, nos mais diversos estilos e formas de expressão”, explica Corrêa.
Os organizadores do projeto só escolheram uma banda que fosse ligada à poesia e tivesse experiência em composição. “Escolhemos os PoETs por realizarem um show eclético, com poemas experimentais e também porque os componentes têm livros publicados”, revela. O nome da banda já remete à poesia: dentro da palavra poeta, tem um “ET”, os integrantes do grupo PoETs (leia-se “poetês”). Em uma das músicas, “Hino dos PoETs”, os próprios integrantes cantam que “todos os poetas, Et’s são”. As letras são irreverentes e abordam os mais diferentes tipos de sentimentos. “O humor é um dos componentes das músicas, mas também há letras mal humoradas e nada humoradas”, ressalta Ricardo Silvestrin, vocalista da banda. Para o cantor, “são apenas músicas legais com letras gostosas de cantar”. No início do espetáculo, os integrantes declamam poemas de autoria própria antes de começarem com a poesia musical. E quem cantar junto, é poeta também.

“Nostradamus”
Que em nada lhe serviu
Bombas, papas, terror
Tudo sem televisor
Viu o que ninguém viu
Coisas do ano 3000
Que em nada lhe serviu
Por isso agora
Eu não quero nem olhar
Para frente e nem pra trás
Quero viver a minha história
Sem futuro e sem memória
Só o sol, a lua e o mar
Água, terra, fogo e ar
Respirar, caminhar
Não procurar.

SERVIÇO
O QUÊ: Projeto Viapoesia.
ONDE: auditório da Universidade da Região de Joinville (Univille).
QUANDO: 20/03, às 19h30.
QUANTO: gratuito.

21/março - Início das atividades da Companhia de Teatro de Repertório da Univille. Como mudou o diretor pra diretora este ano e entraram novos companheiros, foi feito uma apresentação de cada um de um jeito diferente, fazendo exercício de respiração. Em seguida, fizemos um exercício com pedras em dupla, a qual um ficava deitado e o outro colocava uma pedra nas juntas - eram cinco pedras. O que estava deitado, a cada pedra que o(a) companheiro(a) colocava, tinha que mover essa parte do corpo sentindo a pedra. Depois, foi invertido. O que colocava pedras sobre o outro deitava e o que estava deitado colocava pedras sobre o outro. Deve confessar aqui que tem partes do corpo que mal senti a pedra, era como se de repente ela fizesse parte de mim e eu não a sentisse mais, como se meu corpo a tivesse absorvido para dentro de si, tomado-a para si como seu dono e senhor. Mas a proposta de sentir as pedras no corpo em pontos diferentes é bem interessante, pois tem partes do corpo que nem notamos que existe e nem prestamos atenção, o que de repente aquela parte pode ser muito importante para a construção de algum personagem.
O segundo exercício - ainda com as pedras, só que individual - cada um tinha que experimentar explorando novas possibilidades com as pedras em alguns pontos do corpo, movendo-o. Depois, foi-se dividido o grupo em dois. Metade sentava na plateia para observar os outros que ficaram em fila um do lado do outro e caminhando em direção ao público com as pedras em pontos específicos, íamos criando um personagem. Não sei se desempenhei um bom personagem. Só sei que era alguém que tinha medo da própria sombra. Talvez estivesse numa guerra, e estava ferida com medo e assustada com tudo o que estava acontecendo. Ou estivesse numa casa, sozinha, cheia de corredores escuros, numa noite de tempestade. Bom, tenho que definir melhor meus personagens e acreditar até o fim no que ele está sentindo, pensando, vendo e ouvindo, para que assim o público compreenda meu personagem.
No final teve uma reunião pra definir alguns pontos sobre ensaios e tudo mais.

28/março - Cia. de Teatro de Repertório da Univille. Começamos com o aquecimento, fazendo exercícios corporais envolvendo a energia interior (corpo parado, mas a energia continua fluindo). E em cada exercício tínhamos que, em pensamento, criar um personagem para cada sequência de movimentos, a qual realizávamos, sendo que a diretora passava a sequência de movimentos e tínhamos que, através do corpo, fazê-la perceber que personagem éramos. Devo confessar que havia horas em que não sabia que personagem era, às vezes, me perdia no que estava fazendo e o medo também me bloqueou um pouco em minhas ações.
Outro exercício que fizemos foi realizada em trios, onde cada trio tinha que se fazer passar por um móvel e um elétrodoméstico. Saíram coisas bem interessantes e diferentes. Minha equipe e eu fizemos uma televisão e uma mesa de três pernas, onde estavam jogando poker em cima dela.
Depois do término das apresentações e comentários e coisa e tal, a diretora nos dividiu em grupos e cada um teve que escolher uma música do Chico Buarque e representá-la. Novamente saíram coisas MUITO interessantes, mas precisando serem melhor trabalhadas, mas como ainda não estamos muito entrosados por ser começo ainda e tal, vamos melhoram com o tempo que pegamos confiança uns nos outros.

30 e 31/março - Oficina "Experimentando a Máscara no Teatro de Rua", ministrado por: Carlos Alexandre e Fernanda Beppler (Grupo Mototóti - Porto Alegre/RS)

04/abril - Cia. de Teatro de Repertório da Univille. Tivemos uma coisa diferente do habitual. Como ia ter uma palestra as 16h conversando sobre dramaturgia com Alcione Araújo, Cristovão Petry, Amarildo de Almeida e Dionisos Teatro, nossa aula foi lá. Mas para os bolsistas - isso inclui eu -, teve uma reunião no shopping para dividir tarefas e organizar algumas coisas e acertar outras. E depois fomos para a feira do livro ver a palestra, a qual me ajudou em alguns pontos para escrever em meu românce. E não só para meu livro como também para construção de personagens e também para a minha vida em geral. Então, foi muito boa, pena que perdi a palestra do Rubens da Cunha sobre as obras dele antes desta que vi. Foi uma pena, porque adoro as crônicas dele que leio de vez em quando no jornal A Notícia e no blog dele também.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Dionisos Teatro - A Céu Aberto

Dia 10/02/2009 fui com minha mãe assistir a peça "A Céu Aberto" da Dionisos Teatro. Um espetáculo do outro mundo. Amo muito esse grupo. São atores incríveis! Tudo que eles fazem é nota mil de tão bem feito e tão bem interpretado. Fora que dá até para sentir - mesmo estando de fora - a paixão por trás, pois eles passam paixão em cada personagem que eles representam. Pelo menos é essa a sensação que sempre tenho quando assisto uma peça de teatro dessa companhia.
Nesse dia, nessa apresentação - ou melhor, show - encontrei muitos rostinhos conhecidos, sendo dois da Companhia de Teatro de Repertório da Univille, a qual participo. Isso foi muito bacana, gostei que eles tenham ido ver a peça. Eu queria que todos do grupo se mobilizassem e fossem assistir a mais espetáculos de teatro, para prestigiar nossos companheiros atores e aprender um pouquinho mais.

Informações sobre a peça "A Céu Aberto" obtida no blog de Cristovão Petry:

Sinopse:
Tortonho, Nó Cego, Buchuda e Maneta despertam para mais um dia, sobrevivendo a céu aberto. São quatro personagens que, com a graça do clown, experimentam o medo, a solidão e as intempéries de se viver na mendicância. Utilizam suas histórias de vida e outras artimanhas para convencer as pessoas a lhes dar esmolas. Mas um acontecimento transformará os seus caminhos...

Indicação: A partir dos 9 anos
Ficha técnica:
Direção: Silvestre Ferreira
Elenco: Andréia Malena Rocha, Clarice Steil Siewert, Eduardo Campos, Vinícius Ferreira
Texto: O grupo
Músicas: O grupo
Figurino, maquiagem e cenário: O grupo
Produção: Cristóvão Petry

* O Espetáculo A Céu Aberto foi criado para Secretaria de Assistência Social – (Antiga Secretaria do Bem Estar Social), através do Programa Porto Seguro e seu Projeto NÃO DÊ ESMOLA. AJUDE DE VERDADE.
Este Projeto tem por objetivo conscientizar as pessoas sobre o ato de dar Esmola. Além da apresentação, há uma conversa sobre a Projeto NÃO DÊ ESMOLA – AJUDE DE VERDADE com o pessoal do Programa Porto Seguro.

** O Projeto Sextas Alternativas promove há 9 anos apresentações culturais gratuitas para a comunidade. Este ano está trabalhando com o Teatro e alternando o dia da apresentação, ou seja, não realizando apenas nas sextas-feiras.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Férias/Natal/Ano Novo

Estamos de férias agora. Teatro? Só no ano que vem. Oficinas? Só no ano que vem. Teatreiros? Só no ano que vem. Diretor(a) novo(a)? Só no ano que vem. Novidades? Só no ano que vem. Peças teatrais? Só no ano que vem. Montagens? Só no ano que vem. Ensaios? Só no ano que vem. Apresentações? Só no ano que vem. Grupo? Só no ano que vem.
No dia 20/12 fui na Cidadela Cultural Antartica ver o Teatro Playback do Grupo Dionisos Teatro. Nossa! Muito legal, INCRÍVEL! Informações sobre esse espetáculo.

20 DEZ, 20h30 - Teatro Playback - SESC FAZ CULTURA

O teatro playback (ou playback theatre, como é conhecido mundialmente) é uma forma teatral em que um grupo de atores encena histórias contadas por pessoas da platéia. O condutor é a pessoa que irá facilitar a interação dos atores e músicos com o público. Este formato foi idealizado e desenvolvido por Jonathan Fox, em 1975, nos Estados Unidos. Atualmente, o teatro playback é praticado em mais de 30 países.
Numa apresentação de teatro playback, as pessoas são convidadas a contribuir mais ativamente com a experiência teatral, contando suas histórias, escolhendo os atores para representar os personagens e assistindo essa história sendo recontada de forma artística. É criado então um espaço íntimo, onde as pessoas podem compartilhar suas próprias histórias e emoções, criando um diálogo através da arte.
O teatro playback se constitui numa prática que pode abranger experiências artísticas, de socialização e de pertencimento, porque carrega em seu bojo a idéia de arte como necessidade humana de encontro e comunhão. Devido a sua grande versatilidade, o teatro playback pode ser feito em espaços simples, trabalhando com temas específicos ou apenas proporcionando um momento de diálogo e experiência estética.

Fonte: Blog da AJOTE

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Exposição de Bonecos

No dia 06/12/2008 (sábado), fomos ao SESC Joinville prestigiar o Teatro feito a Mão Exposição Animada de Sérgio Tastaldi que ocorreu do dia 30 de novembro a 7 de dezembro, a entrada era franca.
Foi muito divertido. E teve até uma emprovisação minha e da Fabi com as velhas fofoqueiras, além de uma contação de história por parte do Sérgio Tastaldi. Encantei-me com aqueles bonecos e surgiu em mim um desejo de aprender mais sobre manipulação destes. No ano que vem ficarei ligada para ver uma oficina de manipulação de bonecos para enriquecer minha alma.

Segue a baixo uma reportagem sobre essa exposição:

O espectador é quem manda

A exposição “Teatro Feito a Mão” nasceu de um trauma do bonequeiro Sérgio Tastaldi. Há 24 anos, em uma mostra de brinquedos antigos no Sesc Pompéia (SP), as placas de “Por favor, não mexa” incomodaram o artista. “Aquilo me deixou intrigado. Era uma exposição para crianças e elas são, por natureza, sinestésicas”, relembra. Nas próximas duas semanas, o público de Joinville terá a oportunidade de não apenas ver, como também “mexer”, na exposição de Sérgio.
O convite feito pelo bonequeiro pede a criatividade de seu público. Apertar gatilhos, manipular marionetes e girar manivelas fazem parte da obrigação de quem estiver na mostra, interagindo com as caixas cênicas e os inúmeros bonecos. “A arte é feita a mão e remete a algo um pouco abandonado nos dias de hoje. Por isso, a exposição é interativa e convida ao toque”, analisa Sérgio.
Além dos bonecos e cenários interativos, o grande charme das caixas cênicas fica por conta da escolha dos materiais. Panelas, monitor, almofadas de bilro e malas velhas ganham nova vida na exposição. “São objetos reutilizáveis, mas que ninguém quer usar. Por isso, os considero objetos abandonados”, avisa o bonequeiro, que complementa: “exercitar a criatividade para inserir esses objetos no cotidiano também é questão de respeito”.
A exposição conta ainda com outros bonecos do repertório de Tastaldi, além de vídeos e lambe-lambe, que são miniteatros assistidos individualmente. O público vai ter acesso ainda ao teatro de bonecos “Ingana Jones e a Múmia do Faraó Fah”. A apresentação de dez minutos ocorre sob luz negra, técnica em que o manipulador dos bonecos não é visto.
A exposição “Teatro Feito a Mão”, abre amanhã na sede do Sesc, em Joinville. O projeto, proposto por Sérgio Tastaldi em parceria com Marcelo de Mello, foi aprovado pelo Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec), de Joinville, e fica à disposição do público até o dia 7 de dezembro. O QUÊ: exposição interativa “Teatro Feito a Mão”.

Fonte: Click RBS/SC - Exposição
Justificar

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Oficina e exercício

O bom de fazer teatro é que acabamos nos descobrindo como pessoas e seres humanos que somos. Mas claro que é só quem gosta, é que descobre e vive essa magia, senão esta se perde.
Fiz uma oficina de vivência teatral com a tribo de atuadores Ói Nóis Aqui Travez, dias 18 e 19 de Outubro, onde descobri que tenho essa magia do teatro e que AMO muito tudo isso, como diria o McDonald's. Além do mais como diz meu amigo Hélio, descobri que tenho um corpo e que posso movê-lo como eu quiser e da maneira que melhor expressar o que o personagem sente. E que o corpo não transmite apenas sensações e emoções, transmite sons. Nosso corpo tem sua própria linguagem, sua própria voz, a qual nos fala de formas e maneiras diferentes, mas que também devemos escutá-lo e não ignorá-lo, porque ele nos mostra o que tem de errado conosco, por exemplo, quando comemos algo estragado, vomitamos, ou quando tomamos bebida alcoólica afeta o fígado e acaba nos deixando com dor de cabeça. Tudo bem, não foram exemplos infelizes, mas deu pra entender, né?
No dia 29/11 descobri, através de um exercício que fizemos em nosso grupo de teatro fechado em 4 paredes, que acho mais fácil ser criticada do que ser elogiada, do que receber carinho, porque já estou acostumada de receber críticas constantes, então já nem ligo muito pra elas, agora carinho... É estranho! É como se fosse um mundo bizarro em que esbarro de vez em quando. E é óbvio que é muito mais fácil ignorar a crítica do que um carinho. Críticas vem de impulsos do momento, de sentimentos negativos (seja inveja, raiva ou, até mesmo, estresse). Carinho vem do coração, de sentimentos positivos. E de certa forma, sempre crio uma barreira entre mim e as pessoas, entre mim e o mundo real, entre mim e a vida adulta. Por quê? Porque, simplesmente, é mais fácil viver em meu mundo, em meu casúlo, onde tudo é perfeitamente perfeito, do que viver num mundo cheio de catástrofes, dor e sofrimento.
Sei que devo trabalhar isso, devo sair de meu casúlo para virar uma linda borboleta e voar por aí, e é por isso que estou no teatro, porque é uma das coisas que amo no mundo real.